Como emagrecer Perder peso Ricardo Sorren

Redução de estômago: Prós e contras da cirurgia bariátrica

Redução de estômago: Prós e contras da cirurgia bariátrica

Cirurgia de redução de estômago  – veja resultados prós e contras da cirurgia bariátrica

Quando se está muito acima do peso, é natural cogitar fazer uma redução de estômago.

O processo de emagrecimento é bem mais complicado quando o corpo e a mente já estão acostumados a funcionar com uma grande quantidade de gordura armazenada.

Devido a estado a cirurgia bariátrica pode ser uma boa opção.

Mas antes de qualquer decisão, é fundamental conhecer todos os detalhes sobre a cirurgia de redução de estômago.

Decidir junto com o médico se é um procedimento seguro para o interessado na cirurgia.

Neste artigo serão passadas algumas informações importantes como: quem pode fazer, quem não pode, tipos de cirurgia, quais são as dúvidas mais frequentes, dentre outras questões.

Quem pode fazer a cirurgia de redução de estômago?

redução-de-estômago-ou-cirurgia-bariátrica

A opção por uma intervenção cirúrgica, por mais segura que ela possa ser, sempre é a última opção.

Primeiro, deve-se avaliar se é possível reverter a obesidade pelos métodos não-invasivos como dieta.

Programa de atividades físicas, psicoterapia, tratamento com medicamentos, a combinação de vários deles ou todos em conjunto.

Caso o paciente não apresente resultados com os tratamentos recomendados, a possibilidade de realizar a redução de estômago é avaliada por uma equipe de profissionais da saúde.

Esses profissionais são compostos por:

Além disso, o Ministério da Saúde determina alguns índices para definir quem é apto ou não para fazer a cirurgia.

Pessoas com IMC (Índice de Massa Corpora) maior ou igual a 50kg/m² tem a liberação para passar pelo procedimento, mesmo sem possuir nenhuma doença relacionada à obesidade.

imc-tabela-redução-de-estômago

Quem tem IMC maior ou igual a 40kg/m², com ou sem doenças relacionadas ao excesso de peso, devem ter passado por tratamento clínico por 2 anos sem resultados no emagrecimento.

Para os indivíduos com IMC maior do que 35kg/m² somente se houver problemas de saúde que justifiquem a redução de estômago, como:

  • alto risco de complicações cardiovasculares
  • hipertensão arterial não controlada
  • diabetes mellitus
  • apneia do sono
  • doenças articulares severas

Quem não pode fazer a redução de estômago?

o-que-é-cirurgia-bariátrica-ou-redução-de-estômago

Pode acontecer de algum paciente ter os requisitos acima, mas possuir alguma restrição, por isso, é também importante observar os quesitos impeditivos de se realizar a cirurgia bariátrica.

Adolescentes menores de 16 anos não podem fazer a redução de estômago.

Aqueles com idade entre 16 e 18 anos precisam passar por uma avaliação criteriosa de, pelo menos, um médico e um psicólogo,

Faz se necessário a autorização dos responsáveis e da liberação do hospital onde será feito o procedimento.

Há que se ter um cuidado especial também com idosos acima dos 65 anos, pois têm maior probabilidade de complicações pós-cirúrgicas.

Exames clínicos e laboratoriais devem ser observados por um geriatra, que deverá avaliar caso a caso os riscos da intervenção.

Pacientes com transtornos psíquicos, que abusam de álcool ou drogas também não são aptos.

Para a adaptação à nova vida, com hábitos alimentares mais rígidos e autocontrole emocional para não “descontar na comida”, é fundamental que o indivíduo esteja com a mente sã e seja plenamente capaz de se manter em uma rotina saudável.

Pessoas que já realizaram algum tipo de cirurgia abdominal precisam passar por uma avaliação especial para saber se não há qualquer tipo de impedimento ou incompatibilidade entre o procedimento realizado e o futuro.

Portadores de doenças graves como:

  • insuficiência renal
  • anemia
  • doenças hepáticas
  • disfunções endócrinas

Podem ter sérias complicações operatórias e devem obrigatoriamente passam por uma rigorosa avaliação antes de qualquer tipo de cirurgia bariátrica.

Além desses casos, pode acontecer de o paciente apresentar alguma alteração nos exames laboratoriais ou clínicos não previstas e ser considerado inapto temporariamente para a realização da redução do estômago.

Como fazer a cirurgia de redução de estômago pelo SUS?

Como-fazer-a-redução-de-estômago-pelo-SUS

Se o paciente tiver as características recomendadas pelo Ministério da Saúde, o primeiro passo a ser dado é marcar uma consulta com um médico especialista em perda de peso e obesidade e passar por todas as avaliações necessárias.

Caso a pessoa esteja apta a fazer a redução de estômago e o médico e o paciente estiverem certos de que é a melhor alternativa, o próximo passo é pedir a esse especialista a solicitação formal, por meio de documento próprio.

Mesmo que a cidade ou estado de residência do candidato à cirurgia não ofereça esse serviço, é possível ter encaminhamento para outra localidade.

Os procedimentos de documentação e exames podem variar de um local para outro.

Basicamente é preciso de autorização e exames do médico do paciente e também alguns documentos específicos para o hospital.

Também como exames complementares a serem pedidos de acordo com cada caso.

Para marcar a cirurgia pelo SUS é necessário que o paciente passe por palestras educativas e de conscientização.

Depois pode-se entrar na fila para o procedimento, cuja espera varia de 12 a 24 meses.

Tipos de cirurgias bariátricas ou de redução de estômago

Tipos de cirurgias bariátricas ou de redução de estômago

Gastroplastia em Y

É um dos procedimentos mais realizados para a redução de estômago.

Apresenta baixo risco de complicações, pois não há cortes, o estômago é grampeado, reduzindo o espaço para os alimentos.

Pode-se optar por implantar um anel de Silastic em alguns casos para potencializar os efeitos da cirurgia.

Gastrectomia vertical (Sleeve)

Consiste no grampeamento do estômago, deixando-o em forma de tubo, com a retirada do fundo estomacal, onde é produzido o hormônio grelina, principal responsável pelo apetite.

É considerado o mais moderno procedimento e com melhores resultados.

Banda gástrica ajustável

É feita com a colocação de um anel de silicone na entrada do estômago que se comunica com um dispositivo colocado embaixo da pele do paciente que permite inflar ou desinflar a banda.

É pouco usada atualmente por conta do ganho de peso dos pacientes ao passar dos anos.

Derivação biliopancreática

Retira-se dois terços do tecido estomacal de forma vertical e faz-se um desvio intestinal ampliado.

Indicada para portadores de diabetes e pessoas com dieta altamente proteica a base de carnes.

Bypass gástrico

Bypass quer dizer desvio, é uma redução de estômago reversível feita pelo desvio de uma porção do estômago que não receberá comida, só conduzirá secreções para o intestino

Dúvidas frequentes sobre redução de estômago ou cirurgia bariátrica

cirurgia-para-redução-de-estômago-e-emagrecimento

Abaixo estão algumas das dúvidas mais comuns dos pacientes interessados na redução de estômago.

1. Pode comer as mesmas coisas de antes da cirurgia?

Não. Para que ocorra o emagrecimento progressivo é imprescindível que seja feita uma reeducação alimentar, acompanhada de atividades físicas adaptadas às condições físicas do paciente.

É necessário adotar uma dieta balanceada para o bom funcionamento do organismo e estabilidade metabólica, como frutas, verduras, legumes, cereais e carnes magras.

Doces e alimentos gordurosos são permitidos em pequenas quantidades esporadicamente.

2. Como saber se a técnica que o médico recomendou é segura?

O órgão que controla e regulamenta os procedimentos cirúrgicos no Brasil é o Conselho Federal de Medicina (CFM), através da Resolução nº 1.942/2010.

Então, convém consultar o documento e conferir se está de acordo com as normais mais atuais sobre redução de estômago.

3. Quais as chances de engordar novamente?

O processo de perda de peso costuma acontecer até 2 anos após a intervenção cirúrgica.

Após esse período há maior probabilidade de ganhar peso, principalmente se o operado fugir da dieta e abusar de comidas muito calóricas, mesmo que em poucas quantidades por refeição.

Para aquelas pessoas que tinham uma rotina habitual de atividades físicas e resolvem parar com os exercícios por acharem que já estavam magras o suficiente, o risco também é maior.

A queima calórica se reduz drasticamente, promovendo o acúmulo de gordura.

4. Como escolher um bom profissional para realizar a cirurgia bariátrica?

Desconfie dos médicos excessivamente otimistas que prometem milagres e que dizem que você pode fazer o procedimento sem ter pedido qualquer tipo de exame antes.

Procure, de preferência, por indicações de pessoas próximas, que já tenham passado pelo pós-cirúrgico sem nenhum tipo de complicação.

Pesquise na internet os trabalhos do doutor e se está tudo certo com o seu registro no Conselho Regional de Medicina e se possui a especialidade de cirurgião.

5. A mulher pode ter problemas para engravidar após a redução de estômago?

É aconselhável que a mulher aguarde no mínimo 18 meses após a intervenção cirúrgica para ter uma gravidez.

Deve se analisar se não há falta de nutrientes por conta da dieta restritiva e se o organismo não está com qualquer tipo de deficiência que poderia afetar o bebê.

Receba dicas incríveis para ter um emagrecimento saudável. Pegue seu Ebook grátis

6. Pode fumar e beber antes da cirurgia?

O ideal é que não se faça uso dessas substâncias.

Além de prejudicar o bom funcionamento do organismo, que é essencial para uma grande perda de peso, o cigarro afeta muito na cicatrização da pele, podendo trazer complicações após o procedimento.

O álcool é um agressor da mucosa do estômago e um grande inimigo da dieta, então é bom que se pare de beber antes da cirurgia e até 6 meses depois dela.

7. Todo operado desenvolve a síndrome de dumping?

Não. Depende do paciente e da técnica cirúrgica aplicada.

A síndrome de dumping ocorre quando o alimento gorduroso ou açucarado passa muito rápido do estômago para o intestino.

Os sintomas são dor de cabeça, taquicardia, sudorese, náusea, fraqueza e diarreia.

É comum em quem faz a cirurgia de redução de estômago justamente porque o estômago fica menor, muitas vezes sendo apenas um canal estreito comunicado com o intestino.

Para tratar a síndrome basta cortar alimentos que fazem mal da dieta, evitando consumi-los até mesmo em pequenas porções.

8. Por que alguns pacientes têm queda de cabelo e unhas quebradiças?

Antes da cirurgia, o organismo estava acostumado a uma grande quantidade de comida, ou seja, alguns nutrientes eram abundantes.

Após o procedimento, pela restrição alimentar, alguns nutrientes apresentam queda brusca nos seus níveis.

Como consequência podem deixar o cabelo enfraquecido ao ponto de cair e as unhas mais finas e quebradiças.

9. Pode haver complicações graves após o procedimento cirúrgico?

Sim, mas não são muito comuns. Dependendo da técnica e se o paciente não segue rigorosamente a dieta, pode ser desenvolvido um quadro de desnutrição e anemia.

Outros problemas possíveis são:

  • desprendimento dos grampos do estômago
  • tromboembolismo
  • obstrução intestinal
  • hérnia onde foi feito o corte
  • infecções internas,
  • pneumonia
  • infecções hospitalares

10. A redução de estômago pode prejudicar a absorção do anticoncepcional?

Nas cirurgias em que o estômago fica muito reduzido e a absorção nele é comprometida, pode-se, por segurança, adotar outro método contraceptivo além da pílula anticoncepcional.

11. É preciso tomar suplementos polivitamínicos e poliminerais?

Depende se o paciente conseguir obedecer a dieta e se a absorção dos nutrientes não for comprometida por uma possível redução máxima do tecido estomacal.

Se o médico não receitar nenhuma suplementação, basta apenas fazer uma auto-observação a procura de sinais de cansaço e fraqueza, possíveis sintomas de falta de nutrientes essenciais.

12. Exercícios físicos são obrigatórios?

Sim. O organismo precisa funcionar queimando calorias, apenas comer menos não basta.

Os exercícios físicos devem ser adaptados à condição física de cada paciente.

Devem ser feitos com acompanhamento de um profissional de:

  • educação física
  • fisioterapeuta

Esses profissionais devem avaliar a evolução e manter um programa de atividades sempre o mais adequado possível ao objetivo de alta perda de peso.

13. Qual técnica permite comer mais?

A princípio, quanto menor for a redução de estômago, mais alimentos é possível ingerir.

Mas isso não é uma vantagem, porque se a pessoa comer mais, vai perder menos peso e a cirurgia não vai adiantar muito.

14. Há risco de emagrecer demais?

Sim. Ao seguir a dieta e o programa de atividades físicas passados pelos profissionais, o emagrecimento se dará de forma saudável e progressiva.

Mas alguns pacientes querem acelerar o processo e, como o regime já é bem restritivo, se for cortado algum alimento, já aumenta o risco de perda excessiva de peso e até o desenvolvimento de anorexia.

A cirurgia de redução de estômago é um procedimento que leva a esperança de uma vida mais plena e saudável para pessoas que sofrem com as consequências da obesidade.

Mas, mesmo que traga muitos benefícios, deve ser sempre indicada por um médico qualificado.

A avaliação cautelosa do paciente, com o apoio de uma equipe treinada para atender cada indivíduo com o cuidado e profissionalismo que merece.

Sobre o autor | Website

Empreendedor Digital e escritor de artigos relacionados a saúde e emagrecimento, como o Blog Emagrecer e Perder Peso. Você mais leve... você feliz.

Receba dicas incríveis para ter um emagrecimento saudável. Pegue seu Ebook grátis

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.
Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.